17 de novembro de 2013

A Dominguite #20


Chega a esta altura do ano, em que eu ainda estou a tentar aceitar que o Verão acabou e eis que começa a impor-se a questão: "Onde é que vai ser o Natal este ano"?

Sendo eu filha de pais divorciados há muitos anos, sempre me deparei com esta dúvida que causa alguma controvérsia em ambas as famílias, uma vez que tenho alguns tios e tias e primos, e cães e gatos para me dividir.
Existe sempre a questão de onde vamos festejar a consoada e o dia de Natal, sendo que a ideia é festejar na casa de uma pessoa diferente todos os anos. Essencialmente fazemos desta forma para não dar trabalho sempre aos mesmos. Ninguém é obrigado a cozinhar para a família inteira todos os anos, até porque muitos de nós trabalham na véspera de Natal e é complicado preparar tudo a horas decentes para a consoada e nunca quisemos sobrecarregar os meus avós com isto. Como tal, optámos por ir rodando "a fava" do Natal, na casa de cada um dos filhos...MAS há sempre alguém que se escapa e foge com o rabo à seringa.
Ou porque sim, ou porque não, alguém vai deixando de fazer a festarola na sua casa e às tantas ninguém sabe quem é a próxima vítima. Claro está, que quem se balda nunca mais volta a fazer nada, mas pronto... Pormenores.

E depois há as "ramificações".
É perfeitamente normal que quando um casal de junta ou se casa, queira passar o Natal com ambas as famílias. No entanto, isso nem sempre é possível. Aquela tia-avó de Freixo de Espada à Cinta não gosta de conduzir tantos quilómetros, os avós de Marinhais já estão velhotes e demoram o triplo do tempo a fazer a viagem, aquelas tias não se entendem por nada, o marido da tia que tem os pais na "terra" e que não saem de lá nem por arrasto, há quem não lhe apeteça e há ainda alguém que não queira só porque naquele dia lhe vai doer a barriga.
Mas dizia eu que é algo perfeitamente normal e que tem que se fazer cedências de parte a parte para se conseguir estar com toda a gente (ou o máximo possível) em dois dias apenas e toda a gente ficar contente.
Pois olhem, deixem-me dizer-vos: É IMPOSSÍVEL!
Não acho normal a mãe do querido dizer "Ah e tal, quero que passes os dois dias connosco, sempre foi assim!" depois de o senhor se ter juntado há poucos meses... e eram pessoas que, diziam eles, nem ligavam ao Natal.
Ora, é claro que isto dá raia, verdade?
Então imaginem que os pais da querida vão dizer exactamente o mesmo? O casal passa o Natal separado?
Ehhh... pois. Não me parece.
Haverá sempre uma alminha que não está contente e que será exigente ou inflexível até mais não, mas alguém tem que ceder!

Resumindo, em vez de o Natal ser uma altura de paz e união nas famílias, para estar toda a gente a "cunbiber", não. A "guerra" começa logo no sítio onde se vai jantar e abrir prendas!
Bonito.

Se a vossa família é daquelas que tem sempre tudo bem organizadinho e o Natalinho é sempre no mesmo sítio, agradeçam aos deuses!
Se não, façam como eu: digam que estão disponíveis para ir a qualquer lado em qualquer um dos dias e vejam o resto do circo a pegar fogo! É lindo!!

Venha daí esse espírito natalício! Urrah!





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